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Golpe do WhatsApp clonado continua fazendo vítimas na região


A delegacia da comarca de Capinzal, Fernanda Gehlen da Silva, revelou que nos últimos dias houve aumento de golpe das contas clonadas de WhatsApp. Dois boletins de ocorrência foram registrados no último final de semana, sendo que em um dos casos a pessoa perdeu R$ 2 mil e na outra quase R$ 1 mil.

A delegada explica que hackers com grande conhecimento de informática conseguem invadir a conta de WhatsApp e começam a enviar mensagens aos contatos solicitando dinheiro emprestado, geralmente pedem para fazer depósito ou transferências bancárias para terceiros. Acreditando se tratar de um amigo ou familiar, tendo em vista o número e a foto do perfil, a vítima acaba caindo no golpe.

Fernanda conta que a partir do momento que o dinheiro cai na conta do golpista, é imediatamente sacado e quando a pessoa se dá conta é tarde demais. “Antes de fazer qualquer transação bancária, as pessoas devem entrar em contato para se certificar a veracidade e evitar um prejuízo”, alerta a delegada.

Tentativa de golpe na Rádio Capinzal

Nesta segunda-feira (5), o departamento de jornalismo da Rádio Capinzal recebeu a mensagem de um dos golpistas que se passou por uma doutora que precisava fazer um pagamento, mas acabou bloqueando a senha. Chegou a encaminhar um print da tela indicando que o meio de pagamento foi recusado e que precisaria de um novo meio de pagamento para seu ID Apple. Na sequência pediu se poderia fazer a transferência, pois devolveria o dinheiro no dia seguinte, "sem falta".

A reportagem já tinha conhecimento que se tratava de um golpe. Quando questionado a cidade que estava falando, o golpista disse Chapecó, logo em seguida questionou o motivo da pergunta e disse que sabia onde morava. Rindo relatou que muitas pessoas caem no golpe, a quem chamou de “trouxas”.

Quando revelado que se tratava de um contato da Rádio Capinzal, o golpista revelou que era um detento de Macapá/AP, e informou que Chapecó, Xanxerê e Xaxim são lugares que tem muita gente burra, ao escrever que rouba só os malotão (mala grande, pacote ou trouxa grande).

Se fazendo de “coitadinho”, afirmou que seria pai de dois filhos e praticava o golpe para supostamente sustenta-los. Perguntado se havia ganhado muito dinheiro aplicando o golpe, o mesmo informou que entre R$ 700 mil a R$ 800 mil.

“Acho que Deus vai me entender no final”, escreveu o golpista, que revelou ainda que entre os crimes estão aliciamento de menores e latrocínio. “Minha condena passou dos 80 anos”.

Depois de quase meia hora de conserva, a reportagem finalizou: “Minha conversa não deve fazer diferença alguma na sua vida, mas pra mim foi muito proveitosa. Me fortaleceu ainda mais a ideia de que ser uma pessoa séria, honesta, trabalhadora, vale muito mais a pena do que a forma que você escreveu o seu caminho nessa existência”.

O golpista fechou a conversa: “Isso aí parceiro, essa vida que levo aqui dentro não desejo nem pro meu pior inimigo. Vida de cão. É nós irmão. Fica com Deus aí cara. Correr atrás do caminho aqui”.


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Fonte: Jardel Martinazzo/Rádio Capinzal