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Motorista de Jaguar entra com processo para recuperar o carro apreendido pela Justiça


A defesa de Evanio Prestini, envolvido em acidente que provocou a morte de duas mulheres em Gaspar, entrou com um pedido de restituição de conteúdo apreendido para recuperar o Jaguar protagonista da trágica colisão. O automóvel está retido pela Justiça desde o dia do acidente, em 23 de fevereiro de 2019.

O pedido foi emitido pelo advogado Roberto Brzezinski Neto, de Curitiba. O objetivo é o de evitar o leilão do automóvel. Prestini foi notificado pela Polícia Rodoviária Federal de que o Jaguar será leiloado caso não seja retirado.

Segundo Brzezinski Neto, “o requerente é o legítimo proprietário e o veículo não mais interessa ao processamento da ação penal”.

O pedido gerou a abertura, na terça-feira (9), de um incidente processual – ou seja, um procedimento que deverá ser analisado pela Justiça, mas que corre separado do trâmite do processo criminal, agora nas mãos da Comarca de Gaspar.

A decisão sobre a ida de Prestini a júri popular ainda não está definida, mas devido à pandemia este procedimento não tem data prevista para ocorrer.

O ACIDENTE

A batida envolvendo o Jaguar e o Fiat Palio ocorreu por volta das 6h da manhã de 23 de fevereiro na BR-470, em Gaspar. Duas garotas morreram, Amanda Grabner Zimmermann, 18, e Suelen Hedler da Silveira, 21. O condutor do carro de luxo, Evanio Prestini, foi submetido ao teste do bafômetro que apontou 0,72 miligrama de álcool por litro de ar expelido.

Ele foi preso em flagrante. No dia seguinte ao acidente, a prisão foi convertida para preventiva. Os advogados de Evanio pediram a revogação da prisão, que foi negada pela Comarca de Gaspar. A defesa, então, entrou com o pedido de uma liminar de habeas corpus no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), que também foi negado. Quase duas semanas depois, no julgamento do Colegiado, os desembargadores decidiram por manter Evanio preso.

Em nota, a defesa do motorista do Jaguar confirmou que levará o processo ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).



Fonte: Michel Teixeira