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COOPERAÇÃO NA PANDEMIA: Cooperativas catarinenses mantêm atividades econômicas


Cooperação e empatia são os conceitos mais evidentes nesta pandemia do novo coronavírus. Resguardar o maior capital de qualquer organização – o humano – nunca foi tão necessário. Reinventar alternativas seguras para manter as atividades econômicas e adotar novos hábitos de autocuidado conquistaram patamar de prioridade na vida profissional e pessoal. O cuidado individual se tornou zelo coletivo com a crise sanitária. Esse aprendizado mundial é exercido há muitos anos pelo sistema cooperativista. Atuação que ficou mais perceptível, principalmente, em Santa Catarina, pois o cooperativismo é reconhecido por exercer com excelência o sétimo princípio de interesse pela comunidade.

“A intercooperação maior ainda de todos os ramos diante de inúmeras incertezas geradas pela pandemia da covid-19 e o cuidado com todos os colaboradores das 254 cooperativas. Tendo isso resultou a redução dos efeitos negativos dessa crise, tanto no aspecto econômico, quanto no humanitário”, analisa o presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC), Luiz Vicente Suzin.

Segundo Suzin, desde o início da crise sanitária no Brasil o posicionamento das cooperativas catarinenses foi claro pela preservação da vida dos 2,7 milhões de catarinenses associados e pela continuidade das atividades econômicas com todas as medidas de segurança orientadas pelas organizações de saúde. “O sistema cooperativista catarinense adotou medidas de extremo cuidado para preservar a riqueza humana e foi esse zelo que resultou na manutenção dos trabalhos. Além disso muitas atividades exercidas pelos ramos do cooperativismo são essenciais, como: atendimento à saúde, produção de alimentos, transporte de cargas, acesso ao crédito, manutenção de redes elétricas e de infraestrutura”, observa o presidente da OCESC.

O impacto econômico devastador da pandemia em alguns setores foi contido pela união do sistema cooperativista. De acordo com Suzin, as cooperativas implantaram medidas para reduzir despesas, priorizaram as atividades essenciais, adotaram o trabalho remoto para os colaboradores dos grupos de riscos, optaram pelas capacitações on-line e refizeram seus planejamentos de investimentos para 2020.

“As atividades do agronegócio não pararam, pelo contrário, se intensificaram no período. Ocorreu a elevação dos preços dos commodities pagos aos produtores, que se animaram a fazer o plantio da nova safra. A movimentação financeira do cooperativismo está ocorrendo e esperamos finalizar o ano com resultados positivos”, analisa. 

Para 2021, segundo Suzin, a expectativa é de retomada dos investimentos paralisados neste ano pela instabilidade econômica. 
“Percebemos que com a pandemia as cooperativas tiveram cautela na aplicação dos recursos, porém ocorreu uma intercooperação maior entre todos os ramos cooperativistas. Todos nós ficamos mais humanos e receptivos com as necessidades dos outros. Assim que tivermos a vacina contra a covid-19, a retomada em Santa Catarina será imediata”, prevê o dirigente.

AÇÕES DE PREVENÇÃO

Levantamento da OCESC junto às cooperativas registradas revelou que, desde o início das recomendações de isolamento social, foram realizadas 220 ações de prevenção e de combate ao novo coronavírus nas comunidades catarinenses. Além de instituírem medidas de segurança interna, as cooperativas fizeram doações de recursos, de equipamentos de proteção individual (EPIs) e materiais de higiene a hospitais e de alimentos às famílias em vulnerabilidade social.


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Fonte: MB Comunicação