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Solução criada em Joaçaba reúne informações de pacientes com ‘QR Code’ em caso de emergência


Uma empresa catarinense resolveu usar a tecnologia para ajudar o Corpo de Bombeiros com uma solução que pode facilitar a rotina dos profissionais que correm contra o tempo para salvar vidas.

A inspiração veio de uma amiga de infância do CEO da Iasos, Ciro Nagel de Marco, diagnosticada com epilepsia. “A epilepsia é uma doença muito séria e em função disso, minha amiga ficava muito dependente de outras pessoas quando queria viajar, fazer as coisas dela, pois poderia desmaiar ou ter uma crise convulsiva”, afirma.

Um “QR Code”, que funciona como um código de barras, impresso em um adesivo dá acesso às informações pessoais e médicas do proprietário, que pode ser usado pelos bombeiros ou profissionais de saúde em caso de emergência.

“São informações como nome, CPF, RG, data de nascimento, tipo sanguíneo, alergias, se já fez alguma cirurgia, prótese e contato de pessoas próximas”, explica o CEO da Iasos.

O adesivo começou a ser vendido há um mês e pode ser adquirido por qualquer pessoa que procure pelo serviço. “Procuramos atender pessoas que exerçam atividade de risco, como motoqueiros, que pode colocar o adesivo no capacete, além de atender pessoas como doenças crônicas, idosos e crianças”, explica.

“Tenho diabetes e em alguns momentos desmaio. Agora com o adesivo eu caminho tranquilamente por saber que o socorrista pode ler as minhas informações e até o telefone dos médicos que me atendem”, disse a cozinheira Roseli Mergner.

Em emergências, a equipe de resgate não precisa do celular da vítima. “Para ler o adesivo basta escanear o código e ele vai direcionar para página e ler as informações. Em alguns modelos de celular pode ser preciso baixar um leitor de ‘QR Code’ simples e fácil de encontrar nas lojas de aplicação”, afirma o CEO da solução.

A solução criada pela startup de Joaçaba, no Oeste catarinense, fez tanto sucesso que foi parar no Vale do Silício, nos Estados Unidos, um dos principais polos de tecnologia do mundo. “Em janeiro de 2020 a gente foi pra lá e participou de um programa de incubação, e toda nossa forma de pensar sobre a startup mudou completamente. Nos ajudou a contribuir para execução da ideia”, afirma Ciro.

“A ideia do adesivo favorece bastante a identificação rápida pra nós, socorristas, permitindo que isso melhore as condições de tratamento dessa vítima. Fomos informados que o valor do adesivo é insignificante pela importância dessa ferramenta tecnológica e para os órgãos de segurança pública em saúde não terá custo nenhum para fazer a verificação dos dados do paciente, favorecendo o tratamento com eficiência e precoce dos usuários”, finaliza o comandante da companhia de bombeiros de Joaçaba, Ilton Schpil.






Fonte: G1


Foto: Reprodução/ NSC TV