ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Qual a diferença entre furacão, ciclone, tornado e tufão? Como eles se formam?


Na natureza existem diferentes fenômenos resultantes das ações dos ventos, das variações da temperatura, da umidade, do clima e de muitos outros fatores. Alguns desses fenômenos são muito temidos pela sua agressividade e pelos impactos por eles gerados. Os principais deles são os furacões, os tornados e os ciclones. Mas você sabe qual é a diferença entre eles?

Em primeiro lugar, é preciso lembrar que o Furacão e o Tufão são o mesmo fenômeno, porém em localizações distintas. Quando ocorre na porção leste do Oceano Pacífico ou no Oceano Atlântico, é chamado de Furacão, quando ocorre na porção oeste do Pacífico, é chamado de Tufão. Eles caracterizam-se por serem ventos muito fortes, com velocidades que podem ultrapassar 120 km/h, com um diâmetro que pode variar entre 200 km e 400 km.

Imagem de satélite de um grande furacão


Por outro lado, os tornados são mais intensos e destrutivos que os furacões, porém apresentam tamanho e duração menores. O seu diâmetro não ultrapassa 2 km e a sua duração é, em média, de 15 minutos, enquanto os furacões podem durar por vários e vários dias. Apesar disso, as velocidades dos tornados são bem maiores, podendo ultrapassar 500 km/h, o que eleva o seu poder de destruição. Os tornados só podem ser considerados como tal se tocarem o solo, caso contrário, são chamados apenas de “funis”.

Exemplo de um Tornado

Os tornados e furacões costumam ser diferenciados também pela seguinte forma: um tornado pode ser percebido inteiramente a olho nu, enquanto os furacões são grandes demais para isso. Além do mais, o primeiro forma-se geralmente em terra e o segundo, nos oceanos. Quando os tornados se formam na água, eles passam a ser chamados de tromba d’água.


O tempo de vida de um tornado é de, desde poucos minutos até meia hora. O ar num tornado gira ao redor do eixo central com velocidades que classificam sua intensidade desde F0 até F5 conforme os danos provocados. Essa classificação se deve ao meteorologista americano Ted Fujita, que a desenvolveu para o meio-oeste americano, onde existe um máximo mundial de ocorrência de tornados. A classificação é a seguinte:

F0 – velocidades de 65 a 120 km/h – danos leves: alguns danos a chaminés, galhos e árvores quebrados, árvores de raízes rasas são arrancadas, danos em cartazes.

F1 – velocidades de 120 a 180 km/h – danos moderados: o limite inferior é a velocidade de furacão; ocorrem destelhamentos, veículos grandes, como caminhões, são derrubados; automóveis em movimento são desviados para fora das estradas.

F2 – velocidades de 180 a 250 km/h – danos consideráveis: telhados inteiros são levantados, grandes árvores são arrancadas ou partidas, objetos leves se transformam em mísseis sendo arremessados a certa distância.

F3 – velocidades de 250 a 330 km/h – danos severos: telhados e paredes derrubados; trens descarrilados e tombados, maioria das árvores arrancadas, carros pesados levantados do chão e atirados.

F4 – velocidades de 330 a 420 km/h – danos devastadores: casas totalmente demolidas, estruturas com fundações frágeis atiradas a alguma distância, carros atirados, grandes objetos transformados em mísseis.

F5 – velocidades acima de 420 km/h – danos inacreditáveis: casas arrancadas de suas fundações e atiradas a distâncias consideráveis, carros transformados em mísseis e atirados a distâncias superiores a 100 m, árvores arrasadas, ocorrência de fenômenos incríveis.


A formação do tornado

O tornado é um fenômeno que se forma a partir de uma nuvem de tempestade, o chamado Cumulonimbus ou, de forma abreviada, como é mais conhecido, o Cb. Aparece primeiramente a partir da base da nuvem expandindo-se até o chão. O movimento em rotação se origina do encontro de fortes correntes de ar em direções opostas que ocorrem dentro do Cb.

Quanto mais intensas as correntes de ar ascendentes e descendentes dentro de um Cb, maior a probabilidade de formar-se um rodamoinho que evolui para o tornado e que aparece como uma protuberância na base do Cb. Nos casos mais intensos, o tornado tem condições de se desgarrar do Cb e seguir uma trajetória própria que pode se estender por algumas dezenas de quilômetros. 

Nesse percurso, a ventania vai levantando objetos, arrancando árvores e telhados, destruindo a vegetação. As forças que atuam no tornado são a força centrífuga e a força devida a diferenças de pressão do ar. O centro do tornado tem pressão baixa, o que atrai o ar, enquanto a rotação define a força centrífuga que afasta o ar para fora da rotação. Com o equilíbrio dessas duas forças o movimento de rotação continuaria indefinidamente.

O atrito com o chão e com os inúmeros obstáculos no caminho promove uma desaceleração do tornado até sua dissipação. Quando ocorrem sobre o mar ou sobre grandes corpos d’água, os tornados podem ser vistos como uma coluna de água que se estende desde a base da nuvem até a superfície da água e, por isso, recebem o nome de tromba d’água, em geral classificados como F0 ou, no máximo, F1.

Por fim, é importante lembrar que tornados, furacões e tufões são apenas alguns dos tipos de ciclones. Na verdade, essas denominações são subtipos dos ciclones tropicais, isto é, aqueles ciclones que ocorrem ao sul do Trópico de Câncer e ao norte do Trópico de Capricórnio, existindo também os ciclones extratropicais. Esses ciclones extratropicais são completamente diferentes dos ciclones tropicais, eles ocorrem em áreas de latitudes médias, por um sistema de baixa pressão e sem calor em seu núcleo enquanto os ciclones tropicais presentam-se em áreas tropicais, por um sistema de alta pressão e com grande calor em seu núcleo.






Com informações de todoestudo.com e UOL