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Laudo aponta que jovem estava viva quando teve barriga cortada para retirar bebê, em SC


Canelinha – O laudo entregue na noite de sábado (29), pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) indicou que a jovem de 24 anos, que estava grávida e foi encontrada morta em Canelinha, morreu em consequência do ferimento no abdômen, causado por um estilete, que foi encontrado no local do crime, comprovando que ela estava viva quando teve a barriga cortada.

As informações foram passadas pelo delegado Paulo Alexandre Freyesleben e Silva, responsável pelo caso.

O parecer também apontou múltiplos ferimentos na cabeça e no pescoço, além de lesão aparente de defesa nos braços.

A polícia ainda aguarda pareceres sobre a criança, o local onde a mulher foi encontrada morta e da placenta da bebê, de onde será feito exame de DNA para confirmar se a menina é realmente filha da vítima, segundo o delegado.

Estilete usado no crime — Foto: Polícia Civil/Divulgação

O crime aconteceu em uma cerâmica desativada. A suspeita levou a vítima até o local afirmando que seria um ponto de encontro com outros convidados, para o suposto chá de bebê. No local, ela atingiu a vítima com tijoladas na cabeça.
“Depois, com um estilete fez o corte na barriga para tirar o bebê do ventre da mãe. A ideia dela era matar a mulher e ficar com a criança”, disse o delegado.
“Ela [suspeita] é extremamente fria, em momento algum ela demonstrou algum tipo de arrependimento ou algum tipo de culpa em relação a toda a situação”, afirmou Silva. Já o marido dela, estava nervoso e chorou durante o depoimento ao delegado.

O delegado explicou que, depois do crime, a suspeita teria enviado mensagens por volta das 17h de quinta para profissionais da área da saúde falando sobre o próprio parto em via pública.

Ela também citou ao delegado que teria recebido ajuda de populares para conseguir chegar até o condomínio onde reside.
Ainda de acordo com o delegado, o casal foi autuado em flagrante por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e lesão corporal gravíssima na criança.

Os dois foram levados para a unidade prisional de Tijucas após terem prestado depoimento. Enquanto isso, o bebê continua internado em recuperação no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis.



Com Informações do Diário Catarinense