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Irmão de D. Henrique: “Tive covid e fui tratado com ivermectina, azitromicina e hidroxicloroquina”

O advogado Adriano Soares da Costa questiona o que chama de “demagogia barata” em torno ao protocolo médico preliminar: “Não cheguei ao estágio terrível da doença”


Adriano Soares da Costa / Facebook (Fair Use)

Irmão do recém-falecido bispo dom Henrique, o advogado Adriano Soares da Costa compartilhou via rede social a sua opinião pessoal sobre o enviesamento ideológico dos debates quanto aos protocolos médicos preliminares no tratamento da covid-19, doença que levou dom Henrique à morte neste sábado, 18.

Adriano afirma que ele próprio, que também teve covid-19, recebeu sob orientação médica um tratamento preliminar com ivermectina, azitromicina e hidroxicloroquina e não chegou ao agravamento da doença.

Além do bispo dom Henrique, o advogado tem também um irmão que é médico, Ricardo.


Eis o depoimento postado por Adriano neste sábado:
Vou repetir o que tenho dito, contra toda uma terrível campanha política de saúde pública: os protocolos médicos preliminares são fundamentais. Tive Covid-19 e fui tratado com ivermectina, azitromicina e hidroxicloroquina. Sob orientação médica. Não cheguei ao estágio terrível da doença.
Minha maior tristeza é ver meu irmão sofrendo porque não administrou os protocolos iniciais. Tão voltado para as suas responsabilidades como Bispo deixou a saúde em segundo plano.Lamento a demagogia barata dos que fizeram e fazem política contra procedimentos simples que – sob orientação médica! – podem salvar vidas.





Adriano já havia postado a respeito desse mesmo protocolo no dia 5 de julho, quando seu irmão bispo acabava de ser internado:

Quando iniciaram em mim os primeiros sintomas de Covid19 – sob orientação médica – prontamente tomei ivermectina e azitromicina. Sob orientação médica, iniciei no terceiro dia a hidroxicloroquina. A minha evolução foi sem qualquer problema respiratório.
Infelizmente, Dom Henrique Soares da Costa não teve esses cuidados iniciais, concentrando-se nas suas atividades pastorais do episcopado. Para minha particular tristeza, porque ele vinha tendo informações sobre mim. O zelo pela Casa do Senhor o consome; deveria, porém, ter buscado a orientação do seu irmão médico, Ricardo, tão cuidadoso com todos.

Parece-me ser esse o aspecto diferencial nas respostas: tratamento – com orientação médica – imediato.
Estamos todos rezando. E dou esse testemunho como paciente de Covid: tratamento precoce, com orientação médica, logo nos primeiros sintomas.
Rezo muito para que ele recobre a saúde integral, para levar a Palavra de Deus a todos. Antes, porém, para levar um puxão de orelhas dos irmãos de sangue, entre muito preocupados e muito bravos pelo amor que temos por ele.
Rezemos todos por este grande coração e homem de Deus. Amém!




Reações de internautas

Centenas de outros internautas postaram comentários à publicação feita por Adriano neste sábado. As opiniões dão mostra da divisão entre os brasileiros a respeito desse protocolo médico, influenciada por uma guerra midiática de narrativas em que se dá amplo espaço a generalidades de viés político e pouco espaço a um debate científico e médico propriamente dito, compreensível pelo grande público, no qual se ouçam e se questionem ambos os lados da discussão com objetividade embasada em dados científicos contrários e favoráveis, bem como com imparcialidade, o que equivale a respeitar o contraditório em igual medida para todas as partes discordantes.


No meio de uma guerra ideológica em que muita informação é sistematicamente sonegada aos brasileiros, os mortos oficiais da pandemia em todo o país ultrapassam 80 mil em 4 meses. Nesta última sexta, 17 de julho, completaram-se 13 anos do maior acidente aéreo da história do Brasil: o voo TAM 3054, em que 199 pessoas morreram. A média atual de mortes atribuídas à covid-19 no país, superior a 1.000 por dia, equivale a sofrermos a tragédia do voo TAM 3054 cinco vezes por dia, todos os dias, sem prazo para que o pesadelo termine.





Fonte: Ateleia