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Empresário é preso em hospital de Chapecó, Ele violou as regras de utilização da tornozeleira por 33 vezes durante prisão domiciliar

Um empresário de 25 anos foi preso pela Polícia Civil durante a 10ª fase da Operação Woodstock Condá, realizada na tarde deste domingo (19), em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.

Empresário de 25 anos é preso em hospital de Chapecó  – Foto: Willian Ricardo/ND


O jovem estava foragido e foi localizado pelos policiais civis em um hospital da cidade, conforme a Polícia Civil. A prisão dele faz parte de um dos três mandados de busca e apreensão expedidos pela justiça catarinense. O foco da ação era localizar o empresário, que atua no ramo automobilístico.

Em 24 de agosto de 2018, ele foi preso em flagrante por tráfico de drogas, ainda durante a 5ª fase da Operação Woodstock Condá. Conforme o delegado Rodrigo Moura, responsável pela ação, na ocasião foram cumpridos diversos mandados de busca e apreensão.

Polícia apreendeu maconha na 5ª fase da Operação Woodstock Condá, em Chapecó – Foto: Polícia Civil/Divulgação


“Em buscas no apartamento do então investigado, foi encontrada significativa quantidade de maconha e outros elementos de prova que auxiliaram no prosseguimento das investigações e demonstração da prática de outros delitos”, destacou Moura. Contudo, o jovem respondia a ação em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.


Empresário condenado 

O empresário foi condenado por diversos crimes pela 2ª Vara Criminal de Chapecó e sua defesa entrou com recurso, que foi julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado no dia 13 de julho de 2020. 

Ele foi condenado, conforme o acórdão, em nove anos e oito meses pelos crimes de tráfico de drogas, falsidade ideológica e porte irregular de arma de fogo de uso permitido. 


Ao final do julgamento do recurso, os desembargadores decretaram a prisão preventiva dele, em razão da condenação em segundo grau, e do fato dele ter violado as regras de utilização da tornozeleira eletrônica por 33 vezes durante sua prisão domiciliar.

Além do tráfico de drogas, a investigação revelou que o empresário mandou que outra pessoa registrasse um Boletim de Ocorrência de conteúdo falso com objetivo de receber indenização securitária referente a avaria de um carro de alto valor. 

Durante a investigação, segundo o delegado, o rapaz sofreu um acidente de trânsito e, por estar com o direito de dirigir suspenso, determinou que um terceiro comunicasse assumisse a responsabilidade à polícia. Por isso, ambos foram condenados pelos crimes de falsidade ideológica em documento público. 

O empresário também foi condenado por portar arma de fogo de uso permitido. A investigação comprovou que ele transitou pelo Centro de Chapecó com uma pistola calibre .40 SW.  Na época, o calibre em questão era considerado de uso restrito, mas passou a ser de uso permitido com as recentes alterações realizadas na legislação sobre o tema.

O réu ainda foi denunciado pelo delito de embriaguez ao volante, mas foi absolvido deste crime em primeira instância.

A polícia não informou o motivo do rapaz, que não teve o nome divulgado, estar em um hospital no momento da prisão. 





Fonte: ND+