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Florianópolis volta a fechar e prefeito avisa: aqui não vai ter 2ª onda

Com aumento de casos do coronavírus, capital catarinense dá um passo atrás na flexibilização do isolamento


Apesar do sucesso no combate ao coronavírus, Florianópolis dá um passo atrás na flexibilização do isolamento na capital catarinense. A prefeitura da cidade proibiu que bares e restaurantes recebam clientes durante à noite e aos finais de semana. Neste caso, será permitido apenas o sistema de delivery. O atendimento em salão segue autorizado apenas durante o dia.

A nova medida foi anunciada nesta segunda-feira, 22 de junho, por Gean Loureiro, prefeito da cidade. Segundo ele, os números de contaminados pelo coronavírus  aumentaram e foram registrados diversos pontos de aglomeração na cidade durante o final de semana.

De acordo com Loureiro, subiu de 100 para mais 300 o número de infectados além de dobrar os casos de internação nas UTIs. “Não é motivo de pânico, mas se não tomarmos medidas fortes agora, a situação pode fugir do controle. Eu não vou pagar pra ver” – disse o prefeito.

Entre as novas medidas adotadas pela administração municipal, estão o fechamento de shoppings, galerias, centros comerciais, academias, arenas de esportes e todo o serviço público considerado não essencial. As praias seguem liberadas somente para a prática de esportes aquáticos e de pesca. Já o comércio de rua segue liberado. Agora, o uso de máscara passa a ser obrigatório em toda a cidade. Para quem desrespeitar a medida, será aplicada multa entre R$ 125 e R$ 1.200. As novas regras passam a valer a partir desta quarta, 24 de junho, e avaliações sobre flexibilização do distanciamento social serão feitas a cada 14 dias.

Segundo o prefeito, o transporte público segue liberado na cidade, porém, pode vir a ser suspenso sem aviso prévio caso haja aumento nos casos de contaminação pela covid-19.

No início do mês, Santa Catarina autorizou o retorno do transporte público nas cidades do estado, cujas regras de implementação ficam a critério dos municípios. O estado foi um dos primeiros a fechar sua economia na pandemia e tem sido considerado um exemplo na condução da crise sanitária.




Fonte: Exame