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ASSISTA – Estudo contra cloroquina foi baseado em dados incorretos


O jornal britânico The Guardian denunciou a empresa norte-americana Surgisphere de ser a responsável por fornecer dados incorretos usados pela revista The Lancet, em seu estudo sobre a ineficácia da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento do novo coronavírus. De acordo com o tabloide, a empresa compartilhou diversas informações sobre a pandemia, como número de infectados e de mortes em diversos países.

A Surgisphere tem entre seus funcionários um escritor de livros de ficção científica e um modelo de conteúdo adulto. A empresa não tem qualquer histórico de análise de dados e não apresentou nenhum tipo de metodologia ou embasamento científico para comprovar as informações que compartilhou com os pesquisadores.

Uma dos pontos que gerou dúvida sobre a veracidade das informações foram os dados referentes à Austrália. De acordo com a Surgisphere, havia 600 infectados e 73 mortes em cinco hospitais do país no dia 21 de abril. Porém, dados da Universidade Johns Hopkins mostraram que o número de mortes na Austrália nesta data era de 67 e só atingiu a marca de 73 no dia 23.

Em sua defesa, o diretor executivo da Surgisphere, Sapan Desai, disse que os dados de um hospital da Ásia foram acidentalmente acrescentados nos registros australianos. Desai, que é citado como um dos co-autores no estudo da Lancet, já foi processado três vezes por má conduta médica.

Nesta quarta-feira (3), a Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que vai retomar os estudos com a cloroquina e da hidroxicloroquina para o tratamento e prevenção dos casos de Covid-19.


Fonte: Michel Teixeira/ Jornal da Record