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Operação da PF que apura ofensas ao STF está em Santa Catarina


Investigações sobre disseminação de notícias falsas e ameaças ao Supremo Tribunal Federal, conduzidas pelo próprio STF e operadas pela Polícia Federal (PF) vivem uma quarta-feira, 27, movimentada. Estão sendo cumpridos 29 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e outros quatro estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Mato Grosso – mais o Distrito Federal.

Em Santa Catarina, os mandados são cumpridos pelo menos três mandados em Balneário Camboriú e Brusque, mas podem haver outros alvos. Um investigado catarinense é o empresário Luciano Hang, proprietário da rede de lojas Havan. O presidente nacional do PTB, um deputado paulista e um jornalista também estão entre os investigados em outros. estados.

O foco da investigação está em suspeitas sobre ataques à honra e ameaças aos ministros do STF. O inquérito, conforme a PF, visa apurar “notícias fraudulentas que atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares”. A apuração começou em março, provocada pelo ministro Dias Toffoli, presidente da Corte. Não houve pedidos de autoridades policiais nem participação do Ministério Público.

Roberto Jefferson na lista

Um dos mandados da operação está sendo cumprido na casa do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, no Rio de Janeiro. Em entrevista recente à Rádio Gaúcha, Jefferson defendeu que o presidente Jair Bolsonaro usasse a força para retirar os atuais 11 ministros do STF.  “A toga não é mais forte que o fuzil”, disse na ocasião.

Outro visitado em sua residência pela operação da PF é o jornalista Allan dos Santos, em Brasília, conforme postou o deputado federal Júnio Amaral (PSL-MG). A PF está na casa de Allan  e em outros endereços cumprindo ordens de busca e apreensão do inquérito inconstitucional que corre no STF. O crime? “Ofensas” à corte!”, postou o parlamentar.

Em São Paulo, o deputado estadual Douglas Garcia, do PSL, também foi visitado logo cedo pela PF, que fez buscas em seus computadores na Assembleia Legislativa, em outro cumprimento de mandado de busca e apreensão.

Ministro será ouvido

Como parte da apuração, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, seja ouvido em até cinco dias na PF. Ele deverá se explicar sobre falas contundentes na reunião ministerial de 22 de abril cujo conteúdo foi tornado público na última sexta-feira, 22. Weintraub chamou os ministros do STF de “vagabundos” e afirmou que eles deveriam ser presos.


O ministro Moraes solicitou, ainda, que o procurador-geral da República, Augusto Aras, diga se considera necessário acompanhar o depoimento de Weintraub, “bem como para que se manifeste em relação às providências cabíveis para o prosseguimento das investigações”.

Fonte: Michel Teixeira


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