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Forte calor traz prejuízos para produtores rurais no Oeste de SC

Produtor tem 85 vacas na fazenda – Foto: NDTV/Reprodução

O forte calor dos últimos dias, com temperaturas acima de 30ºC, trouxe prejuízos para produtores rurais de Santa Catarina. No Oeste do Estado, agricultores tiveram perdas na produção de leite e nas plantações de soja.

Félix Muraro Júnior, produz soja, leite e milho em Chapecó e diz que ainda não é possível mensurar número das perdas, mas afirma que já são visíveis.

“Principalmente na soja, pois, o milho já estava em uma época que não necessita mais de umidade. Já podemos ver algumas flores que não vão mais gerar a vagem de soja e outras formadas que, já começaram a abordar”, diz o produtor sobre as plantações de outubro.

Muraro salienta que quem plantou antes do décimo mês do ano, o prejuízo será menor, pois, no período de calor intenso, a plantação já estava pronta para secar.

“Enquanto quem plantou na faixa de outubro e novembro, principalmente nesta época, vai ter prejuízo na soja, isso na nossa região”, lamenta o agricultor.

Alternativa

Para não ter grandes prejuízos na produção, o horticultor Jussemar Scussel, buscou alternativas paralelas. Ele usou da irrigação diária para amenizar o calor e manter a temperatura das verduras. A horta protegida com estufa também foi importante para evitar perdas no plantio.

“Nas estufas e áreas protegidas, conseguimos administrar tanto a umidade quanto o calor dentro dela, além do excesso de chuva e tudo o que for de oscilação”, disse Scussel.

Queda no leite

Essas não são as únicas alternativas utilizadas pelos produtores rurais do Estado.

Na fazenda de Félix Muraro, localizada na Linha São Roque, no interior de Chapecó, foram investidos em 11 grandes ventiladores, mas mesmo assim a produção de leite teve prejuízo com o calor.

Com 85 vacas e uma produção de seis mil litros de leite por mês, o rendimento caiu 15% em poucos dias.

“Principalmente na última semana, as vacas sentiram mesmo tendo nebulização. Caiu de quatro a cinco litros por vaca, em média, especialmente em dias que estavam mais quentes, além de aumentar o nosso custo de produção, pois, os ventiladores tiveram que ficar ligados 24h”, comenta o produtor.

O calor continua e a previsão é que as chuvas fiquem abaixo da média nestes primeiros dias do ano.


“A tendência é ficar chuva abaixo da média. Há previsão de chuvas, mas como estamos no verão podem ser pancadas localizadas”, disse Alberto Hofs, engenheiro-agrônomo.


Fonte: ND+