quinta-feira, 11 de julho de 2019

'A gente não é de ferro', diz socorrista que chorou após reanimar bebê engasgado com leite materno em SC

Mãe acionou o Samu ao perceber que criança não reagia após mamar. O caso aconteceu na cidade de Dona Emma, no Vale do Itajaí.


"A gente é humano, não é de ferro". A declaração é do socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Kleber Moura, que reanimou um bebê de cinco meses, que se engasgou com leite materno. A ocorrência foi atendida na quarta-feira (10), em Dona Emma, no Vale do Itajaí.

O Samu foi acionado pela mãe, que percebeu que a criança não reagia após a mamada. De acordo com o socorrista, a equipe foi se preparando no caminho até o local. A técnica Isamara de Souza orientou alguns procedimentos para a família por telefone.

Ao chegar à casa, o socorrista conta que encontrou a criança desmaiada nos braços do avô. "Fiz os procedimentos de verificação dos sinais vitais e constatei que a criança estava sem eles e roxa. Nesse momento, iniciei os procedimentos de reanimação, efetuei a ventilação respiratória e as tapotagens, que são os tapas nas costas. Após três ciclos desse procedimento, ele começou a chorar e foi nesse momento que eu também chorei", conta.


Após o bebê retornar, a equipe realizou outros procedimentos dentro da ambulância. Envelopou o bebê em uma manta laminada para manter a temperatura do corpo e fez contato com o médico regulador, que orientou a conduzi-lo para o hospital mais próximo, o Doutor Waldomiro Colautti de Ibirama.




Equipe do Samu que trabalhou no socorro do bebê — Foto: Samu/Divulgação


Emoção

Moura conta que realiza o atendimento pré-hospitalar há 14 anos e que nesse período já atendeu três ocorrências de desobstrução de vias aéreas envolvendo crianças.


"A ocorrência com criança mexe com qualquer profissional da saúde. A gente chora porque pega uma criança nos braços praticamente morta e consegue trazer ela para vida. É gratificante. Daí quando chorou [o bebê de Dona Emma] o emocional falou mais forte. Por mais que a gente tente controlar durante uma ocorrência, perante a família da vítima", confessa.

Fonte: G1 SC
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