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quarta-feira, 20 de março de 2019

Bolsonaro diz que Trump deu número pessoal para ligar ‘quando quiser’ e que encontro abre ‘novas frentes de cooperação’

Presidente brasileiro esteve nos Estados Unidos com o presidente americano Donald Trump

Convidados que estiveram presentes contaram que o presidente e os ministros estavam satisfeitos com os resultados da viagem. Bolsonaro chegou a dizer que Trump deu seu número de telefone pessoal para ele, para que pudesse “ligar quando quiser”.

Bolsonaro afirmou que o encontro marca um “capítulo inédito” que abre “novas frentes de cooperação”. Ele destacou os esforços do seu governo para implementar as reformas em curso e o equilíbrio das contas públicas. Segundo o presidente brasileiro, a dispensa de vistos para norte-americanos é para estimular o comércio e o turismo.

Bolsonaro ainda agradeceu o apoio de Trump ao ingresso do Brasil na Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) — grupo que reúne 36 países que se guiam pelos princípios da democracia representativa e economia de mercado.

“O apoio americano ao ingresso do Brasil na OCDE será entendido como um gesto de entendimento que marcará ainda mais a parceria que buscamos”, frisou.

O presidente destacou ainda a negociação para que o Brasil ingresse como parceiro externo na Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan), aliança militar criada em 1949 e que reúne 29 países, regido pelo princípio da defesa mútua em caso de ataques. "Discutimos a possibilidade de o Brasil entrar como aliado extra-Otan", disse Bolsonaro.

Bolsonaro também ressaltou parcerias com os Estados Unidos nas áreas de combate ao terrorismo e crime organizado, ciência, tecnologia e inovação, energia, óleo e gás. “Este encontro retoma uma antiga tradição de parceria e ao mesmo tempo abre um caminho inédito entre Brasil e Estados Unidos”.

O presidente disse que o encontro com Trump destravou temas que aguardavam negociação.

“Hoje destravamos vários assuntos que já estavam na pauta há décadas e abrimos novas frentes de cooperação. Esta é a hora de superar velhas resistências e explorar todo o vasto potencial que existe entre Brasil e Estados Unidos. O Brasil tem um presidente que não é anti-americano, caso inédito nas últimas décadas”.

O presidente brasileiro ainda reiterou a disposição em manter o intenso comércio com a China e o máximo de parceiros. Porém, ressaltou que não haverá viés ideológico. “O Brasil continuará fazendo negócios com o maior número o possível [de parceiros]. Apenas não será pelo viés ideológico”.
Com informações da Agência Brasil e do O Globo

Fonte: Notícia Hoje

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