segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

SC cresceu 8,07% entre janeiro e setembro de 2018, aponta estudo da Facisc

Dado faz parte do Índice de Performance Econômica das Regiões de SC (Iper-SC), lançado nesta segunda-feira 

Lançamento do Iper na Facisc, em Florianópolis(Foto: Felipe Carneiro / Diário Catarinense)
Santa Catarina cresceu 8,07% entre janeiro e setembro de 2018 na comparação com o mesmo período de 2017. Esta foi a conclusão de um estudo inédito promovido pela Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc), lançado nesta segunda-feira. O Índice de Performance Econômico das Regiões do Estado (Iper-SC) foi construído ao longo dos últimos 18 meses com base na análise de 13 variáveis divididas em cinco categorias. A divulgação dos dados será trimestral e a próxima atualização deve sair em abril. 


Entre as 12 regiões catarinenses analisadas, o Vale do Itajaí foi a que se destacou por conta do melhor desempenho, crescendo 11,86% no período analisado. A região Norte (8,75%) e a Grande Florianópolis (2,46%) aparecem em seguida. Três regiões tiveram resultados negativos: Alto Vale (-0,75%), Planalto Norte (-0,40%) e Oeste (-0,13%). 

Na projeção anual, o Vale do Itajaí deve liderar o desempenho por regiões fechando em 10,03%. Já o Alto Vale segue como a região com menor crescimento em comparação ao ano passado, podendo terminar o ano em -1,32%. 

Conforme o novo índice, Santa Catarina tem projeção de terminar 2018 com crescimento de 7,01%. Em 2017 a alta foi de 7,04% _ o primeiro resultado positivo após dois anos, 2016 e 2015, negativos. 

Já na analise do Produto Interno Bruto (PIB), que apresenta a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em determinada região, a Facisc apresenta a projeção de 2017 e 2018. Nos dois anos a expectativa é positiva: 3,23% em 2017 e 3,19% em 2018. Normalmente, o consolidado do PIB costuma ser divulgados pelo IBGE com defasagem de pelo menos dois anos. Atualmente os dados mais recentes são de 2016.

O Iper também se propõe a trazer em números a medição dos impactos causados por eventos diversos no Estado, como a greve dos caminhoneiros que ocorreu entre abril e maio do ano passado. A Facisc calcula que o impacto no Estado foi de -2,25%. Na análise por região, apenas a Serra conseguiu crescer (1,27%). A região Norte foi a mais impactada com retração de -5,11%. 

Crescimento das regiões de SC 

Desempenho de janeiro a setembro de 2018 comparado com o mesmo período de 2017. A divisão das regionais foi definida pela Facisc. 

De janeiro a setembro de 2018 | Projeção anual 2018

Vale do Itajaí: 11,86% | 10,03%

Norte: 8,75% | 8,10%

Grande Florianópolis: 2,46% | 1,21%

Serra: 1,82% | 0,99%

Meio Oeste: 1,50% | 0,79%

Extremo Sul: 1,42% | 1,32%

Noroeste: 1,23% | 2,70%

Sul: 0,94% | 0,48%

Extremo Oeste: 0,28% | 1,42%

Oeste: -0,13% | -0,36%

Planalto Norte: -0,40% | -1,16%

Alto Vale: -0,75% | -1,32%

Total de SC: 8,07% | 7,01%

Índice se baseia em cinco grupos de informações

Conforme a Facisc, um dos principais motivos para a criação do índice é ter uma fonte atualizada sobre o desenvolvimento econômico do Estado, já que o PIB, principal indicador que mensura a atividade econômica, é divulgado com atraso. 

O economista da federação, Leonardo Alonso Rodrigues, explica ainda que o Iper é feito a partir de indicadores considerados relevantes e que possuem relação direta com a movimentação econômica das regiões de SC. Entre eles, movimentação bancária, consumo de energia, movimentação do comércio exterior, do emprego, e da frota de veículos. O Iper é resultado de cinco grupos de informações e 13 variáveis de dados (veja tabela abaixo).

Para a criação do índice foram adotados alguns critérios para a seleção das variáveis escolhidas como informações que possuam relação com atividade/movimentação econômica, que sejam de fontes confiáveis, que possuam frequência mensal e/ou trimestral de divulgação e que possuam publicação a nível municipal (para agregação regional).


— Nós detectamos que não havia um indicador para o Estado de Santa Catarina. Temos referências nacionais, regionais do país e, curiosamente com alguma característica de desatualização e detectamos que, agora, com certeza para todos nós, para a economia e iniciativa privada vai ser uma ferramenta muito interessante — destacou o presidente da Facisc, Jonny Zulauf, durante o lançamento do Iper.

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Indicadores que baseiam o Iper-SC


Por Larissa Neumann

Fonte: NSC TOTAL
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