quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Estudantes se mobilizam para enviar vídeos com os problemas das escolas públicas para o MEC

A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) lançou, nesta semana, uma campanha para que estudantes da rede pública registrem em vídeo problemas em suas escolas e enviem os arquivos ao Ministério da Educação. A ideia, segundo Pedro Gorki, presidente da Ubes, é uma resposta ao pedido encaminhado pelo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, às escolas brasileiras para que elas leiam aos alunos uma carta do ministro contendo o slogan de campanha de Jair Bolsonaro, seguida da execução do Hino Nacional. O pedido também pedia que as escolas filmassem as crianças cantando e enviassem o vídeo por e-mail ao MEC.

Após a repercussão, Vélez Rodríquez afirmou que errou ao incluir o slogan de campanha na carta e não explicitar que era preciso que os pais autorizassem a filmagem e envio dos vídeos dos alunos cantando. Segundo o MEC, uma carta "atualizada" seria encaminhada às escolas.


'Problemas reais'

Em um vídeo publicado pela Ubes nas redes sociais, Gorki diz que a iniciativa é mostrar "os problemas reais das escolas brasileiras".

“Por que o MEC não sugere que sejam gravados os problemas reais das escolas brasileiras, especialmente das escolas públicas?”, afirmou ele. “Vamos mostrar os verdadeiros problemas na sala de aula, que é a goteira no teto da nossa sala, que é a sala de aula sem professor, porque não pagam salário, que é a quadra e a biblioteca fechadas porque não têm manutenção, que é o chão rachado da nossa escola, que é a nossa escola sem merenda.”

A campanha pede que os estudantes gravem vídeos de até um minuto e postem nas redes sociais com a hashtag MinhaEscolaDeVerdade.




Assim que a campanha foi divulgada começaram a surgir algumas postagens mostrando as mazelas das escolas públicas brasileiras. No Twitter e Instagram, a MinhaEscolaDeVerdade já aparece em mais de 250 postagens.


Além da hashtag divulgada na campanha da Ubes, as tags MenosFilmagensMaisInvestimentos e OlhaMinhaEducação também reúnem, no Twitter e no Instagram, protestos contra a recomendação do MEC.


Fonte: Rádio Tropical FM
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