terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Lei federal transforma São Joaquim na Capital Nacional da Maçã

Cidade da Serra catarinense tem mais de 
2 mil pequenos e médios produtores que 
vivem da colheita da fruta.


São Joaquim recebeu o título de Capital Nacional da Maçã
Foto: Mychel Hudson Legnaghi/São Joaquim Online
A cidade de São Joaquim, na Serra catarinense, tornou-se a Capital Nacional da Maçã. Em 3 de janeiro, Jair Bolsonaro (PSL) sancionou a lei que dá o título à cidade, uma das primeiras medidas como presidente.

A lei nº 13.790 de 3 de janeiro de 2019, publicada no Diário Ofical da União de 4 de janeiro, veio após aprovação de decreto no Congresso Nacional, em dezembro de 2018.


Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), atualmente, são cerca 2,3 mil pequenos e médios produtores que vivem da colheita da maçã do município. A cidade conta com 26.763 habitantes, conforme a população estimada pelo IBGE em 2018.


Mais de 2 mil produtores trabalham com a colheita da maçã em São Joaquim
Foto: Mychel Hudson Legnaghi/São Joaquim Online



De acordo com o engenheiro agrônomo Henrique Massaro Yuri, extensionista do escritório da Epagri em São Joaquim, de cerca de um milhão de tonelada que o Brasil produz ao ano de maçã, 400 mil toneladas são colhidas na cidade.

"As condição de solo, as temperaturas baixa e, principalmente a amplitude térmica, facilitam a produção. Pode amanhecer com 5ºC e chegar a 28ºC no mesmo dia. Essa variação para a maçã é uma questão benéfica à coloração, à fisiologia, ao sabor e à crocância", explica o engenheiro.


A produção ganhou força no final da década de 70, quando uma cooperativa em parceria com o governo japonês investiu na região, após procurar locais favoráveis no Sul do país. Até então, a maçã consumida no país era trazida de fora.


Produtores são associados a cooperativas de maçã —
Foto: Mychel Hudson Legnaghi/ São Joaquim Online



Tipos e ciclo

As maçãs mais produzidas em São Joaquim são do tipo Gala e Fuji, a última com maior durabilidade para venda. Conforme o engenheiro agrônomo, pelo menos outros 15 tipos são desenvolvidos na agricultura orgânica.

"A gente trabalha principalmente com Gala e Fuji, como carro-chefe, porque é o que o mercado quer. Principalmente com agricultura familiar, o produtor precisa ter o retorno de poder comercializar", disse o engenheiro.

A maioria dos produtores está associada com três cooperativas da região. Entretanto, os produtores independentes precisam fazer contratos com empresas. "E às vezes mal pagam os custos de produção. A empresa faz o custeio para safra, paga o produto, mas no final o produtor tem que devolver o investido inicialmente", explica.

Veja o ciclo da maça em São Joaquim

Entre fevereiro e abril - colheita

Entre maio e agosto - poda da macieira

Entre setembro e outubro - florada

Entre novembro e janeiro - amadurecimento


Maça produzida em São Joaquim é quase metade da colhida no Brasil
Foto: Mychel Hudson Legnaghi/São Joaquim Online

Fonte: G1 - SC
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