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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Embrapa lança variedade de alface mais resistente ao calor

Batizada de BRS Mediterrâna, alface melhorada geneticamente também chega ao ponto de colheita mais rápido do que as comuns.

Alface é hortaliça folhosa mais consumida no país — Foto: Reprodução/TV Globo

A Embrapa lançará no próximo dia 24 uma nova variedade de alface mais resistente a altas temperaturas. A cultivar, chamada de BRS Mediterrânea, também atinge o ponto de colheita em média 7 dias mais cedo que as encontradas hoje no mercado.

A principal mudança é que a variedade é tolerante ao florescimento precoce provocado pelo calor. Ela é indicada para cultivo em todas as regiões do país e em qualquer sistema de produção, seja campo aberto, hidroponia ou cultivo protegido.

A BRS Mediterrânea também é resistente às principais doenças de solo da cultura, como a fusariose e nematoides das galhas, o que reduz a necessidade de aporte de agrotóxicos no cultivo.

A nova alface foi desenvolvida dentro do programa de melhoramento genético da Emprapa Hortaliças, em Brasília, em parceria com a empresa Agrocinco.

"Houve um esforço de pesquisa para adaptar a espécie às condições tropicais do nosso país, principalmente porque altas temperaturas podem fazer a planta florescer antes da hora e produzir látex, uma substância que causa um amargor nas folhas", explica o pesquisador Fábio Suinaga, coordenador do programa.


A alface é a hortaliça folhosa mais consumida no país e é adaptada ao clima mais ameno. Os principais tipos são crespa, americana, lisa e romana, nesta ordem de importância econômica. Ela é composta principalmente de água (95% do peso) e fonte importante de sais minerais e vitaminas, como cálcio e vitamina A, segundo a Embrapa.

Fonte: G1

Guedes diz que está preparando sequência de medidas fortes e positivas

Ministro aguarda apenas a aprovação da reforma da Previdência

Foto: Reprodução GloboNews/PauloGuedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que o governo está preparando uma sequência de medidas “extraordinariamente fortes e positivas” para o país.

“Tem coisas excelentes sendo preparadas, como choque de energia barata, o pacto federativo, a redução e simplificação dos impostos, as privatizações”, disse, em entrevista à Globonews, na noite desta quarta-feira (17).

O ministro, no entanto, condicionou a implementação das medidas à organização das contas públicas, com a aprovação da reforma da Previdência.

Paulo Guedes disse que o governo tem uma estratégia para a aprovação da reforma. “Eu não posso falar onde a gente cede. A gente tem uma estratégia de negociação. A gente está preparado para ceder em algumas coisas e não ceder em outras”, disse.


Reforma tributária

Guedes também informou que o secretário da Receita, Marcos Cintra, estuda unificar tributos para criar um imposto único federal. Segundo o ministro, estão sendo analisadas as bases de tributos como a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

De acordo com o ministro, o imposto federal será diferente da antiga Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). “Sim, vamos fundir [tributos]. Estamos estudando a base. Esse é o IVA [Imposto sobre o Valor Agregado, proposta que visa unificar impostos cobrados do consumidor]. É isso que estamos estudando aqui, o IVA federal”, disse.


Petrobras

Paulo Guedes disse que o presidente Jair Bolsonaro tem lhe dado apoio para cuidar da economia do país. “Por enquanto não posso me queixar. Eu não fui atingido na minha autonomia”, afirmou.

Segundo Guedes, o presidente Jair Bolsonaro não pediu ao presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, para suspender o reajuste do diesel na última sexta-feira (12), mas telefonou para pedir explicações sobre o aumento. “Em nenhum momento ele mandou suspender o reajuste. O presidente da Petrobras é que teve a atenção de explicar para o presidente e depois, o jogo que segue”, disse.

Apesar disso, Guedes disse que a situação não aconteceu da melhor forma. “É natural que ele como presidente se precipite. Aconteceu da melhor forma? Claro que não”, disse. Para Guedes, o presidente ficou preocupado com a dimensão política do reajuste.

Nesta terça-feira (16), após reunião com o presidente, Guedes e o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disseram que o governo está comprometido em não manipular preços e em aumentar a transparência da Petrobras.

Ontem (17), a empresa anunciou o aumento de R$ 0,10 por litro de diesel nas refinarias. O valor do combustível sobe dos atuais R$ 2,14 para R$ 2,24, em média, nos 35 pontos de distribuição no país.


Segundo Guedes, havia preocupação com as reivindicações dos caminhoneiros, que fizeram greve no ano passado, paralisando o país. De acordo com o ministro, o reajuste do diesel não é a principal reivindicação dos caminhoneiros, mas sim a questão de segurança nas estradas, relacionadas à pavimentação e local adequado de descanso sem risco de assaltos. Ele acrescentou que de 13 reivindicações dos caminhoneiros, o preço do combustível é a décima-segunda.

Fonte: Agência Brasil (EBC)

Drogas são apreendidas em carro roubado na BR-282

Policiais rodoviários federais, com apoio da Polícia Militar e da Polícia Civil (SAER), apreenderam 68 quilos de maconha e mais de mil comprimidos de ecstasy no início da tarde desta quinta-feira (18) na BR 282, em Vargeão.

Os agentes das três forças de segurança estavam à procura de um VW/Voyage suspeito, depois que ele fugiu na quarta-feira (17) da fiscalização da Polícia Militar do Paraná. Hoje, esse veículo foi localizado parado em um posto de combustíveis às margens do km 475 da rodovia e abordado pela PRF.

No porta-malas, foram encontrados diversos tabletes, somando 68 quilos, e 330 gramas de maconha. Também havia diversas embalagens plásticas com droga sintética (ecstasy), totalizando 1.333 comprimidos.

Durante vistoria veicular, os policiais descobriram que o carro tinha registro de furto/roubo em Belo Horizonte/MG e estava circulando clonado, com placas de outro Voyage de mesmas características.

Quatro homens foram presos: dois ocupantes do Voyage e dois ocupantes de um VW/Gol, que fazia serviço de batedor para a droga. Nos dois veículos havia rádios comunicadores regulados na mesma frequência para tentar desviar da fiscalização.

Os envolvidos disseram que a droga seria levada até o litoral de Santa Catarina. Todos foram encaminhados à Delegacia de Polícia de Ponte Serrada, onde vão responder pelos crimes de tráfico de drogas, formação de quadrilha, receptação e adulteração de sinais identificadores de veículo.





Fonte: Caco da Rosa

Treze Tílias – Jovem morre após colidir moto de trilha em retroescavadeira

Diego Volpato, de 18 anos não resistiu aos ferimentos sofridos em um acidente de motocicleta no início da tarde de hoje(18) e faleceu enquanto era encaminhado para o Joaçaba.

O jovem, que segundo informações estava sem capacete no momento do acidente, sofreu múltiplas fraturas e suspeita de traumatismo craniano. Ele chegou a ser atendido pelo Corpo de Bombeiros de Treze Tílias e estava sendo encaminhado até o encontro com a ambulância do SAMU que o conduziria ao Hospital Santa Terezinha, de Joaçaba.


No entanto, durante o deslocamento, na altura da comunidade de São Roque acabou não resistindo e faleceu. O corpo será agora encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para posterior liberação para a família.

O jovem havia completado 18 anos
no último dia 10 de março.

Fonte: Rádio Tropical FM 

Jovem fica gravemente ferido em acidente com moto de trilha no interior de Treze Tílias

O acidente foi registrado por volta das 13h30 de hoje (18), na Linha São Roque, interior de Treze Tílias.

As primeiras informações dão conta de que um rapaz de 18 anos, se deslocava pela estrada do interior com uma motocicleta de trilha quando colidiu frontalmente com uma retroescavadeira que vinha no sentido contrário.

O rapaz sofreu ferimentos graves e suspeita de traumatismo craniano, já que estava sem capacete. Ele foi levado ao hospital de Treze Tílias e imediatamente encaminhado para o hospital de Joaçaba para atendimento e avaliação médica.

+ Treze Tílias – Jovem morre após colidir moto de trilha em retroescavadeira

Fonte: Rádio Tropical FM

Ibicaré inicia construção de Pequena Central Hidrelétrica com investimento de R$ 40 milhões

A construção da PCH, Pequena Central Hidrelétrica, Linha Rica, Ibicaré Hidrelétrica, começou nesta quarta-feira, dia 17, com a supressão de árvores na área atingida pela barragem no Rio do Peixe, na Linha Triangulo.

O prefeito Gianfranco Volpato, informa que a obra da PCH, vai gerar 70 empregos diretos, durante a fase de construção.

O empreendimento é do Grupo Baldissera de Chapecó, com investimentos na ordem de R$ 40 milhões, com previsão de geração de R$ 20 mil reais por mês de (ISS), Imposto Sobre Serviços para o município de Ibicaré.

De acordo com o prefeito, a PCH, tem previsão de entrar em operação em março de 2020.



Fonte: Rádio Tropical FM

Comitiva trezetiliense divulga a 7º Expotílias na Capital do Estado

As secretárias de Turismo, Indústria e Comércio, Werydiana Falchetti e de Cultura, Gabriela Rugere, acompanhadas da Rainha da Expotílias, Millena Falchetti Barichello e da Princesa, Laura Thaler, estiveram na terça-feira (16) e quarta-feira (17) em Florianópolis, com o objetivo de divulgar a Expotílias 2019.



A comitiva divulgou o evento no Plenário da Assembleia Legislativa, convidando os parlamentares para prestigiarem as festividades da Expotílias, que acontecem de 26 a 28 de abril.


Além da assembleia, a comitiva também visitou a sede da EPAGRI, com entrega do convite em mãos para a trezetiliense e Presidente, Edilene Steinwandter.

Para a Secretaria de Cultura, Gabriela Rugere, a visita na capital do estado foi muito positiva. A Secretária diz que pôde observar que o município de Treze Tílias tem muita credibilidade e grande reconhecimento na capital do estado.

Já a Secretária Werydiana Falchetti acrescenta que a comitiva volta de Florianópolis muito satisfeita com o resultado da divulgação da Expotílias, que mais uma vez promete ser um grande sucesso.


A viagem a Florianópolis fez parte da premiação da rainha e princesa da Expotilias.











Fonte: Rádio Tropical FM

Vice-governadora Daniela Reinehr visita Luzerna na próxima segunda-feira (22)

A vice-governadora terá audiência com prefeitos e lideranças empresariais da região Meio-Oeste.


A vice-governadora Daniela Cristina Reinehr visitará Luzerna na próxima segunda-feira (22). A agenda foi confirmada pela Casa Militar ao prefeito Moisés Diersmann. Pela manhã, às 10h30min, a vice-governadora terá audiência com prefeitos e lideranças empresariais da região Meio-Oeste. O encontro será na Associação Comercial e Empresarial de Joaçaba (ACIOC).

Às 14h, Daniela Reinehr conhecerá o projeto Educação para o Mundo do Trabalho desenvolvido pela administração municipal de Luzerna em parceria com o sistema Fiesc. A visita será ao Senai, em frente ao hospital.


O projeto Educação para o Mundo do Trabalho foi apresentado pelo prefeito Moisés Diersmann durante audiência no Centro Administrativo junto ao gabinete da vice-governadora no dia 27 de fevereiro. Daniela Reinehr ficou entusiasmada com a sistemática adotada pelo município e afirmou que visitaria Luzerna para conhecer de perto as ações desenvolvidas.

Serviço
O quê:
- Visita da vice-governadora Daniela Reinehr
Quando: Dia 22 de abril (segunda-feira)
Programação:
10h30 - Audiência com Prefeitos e Lideranças Empresariais da Região.
Local: ACIOC – Associação Comercial e Empresarial de Joaçaba - Rua Getúlio Vargas, 193 – Joaçaba.
14h - Visita ao projeto Educação Para o Mundo do Trabalho desenvolvido pela Prefeitura de Luzerna em parceria com a FIESC.
Local: SENAI - Avenida Frei João, 400. Centro – Luzerna.
Fonte: Assessoria de Comunicação/PM de Luzerna

Mãe com depressão pós-parto mata bebê de três dias a facadas no PR

Uma jovem, de 19 anos, confessou ter matado o próprio filho, de 3 dias de vida, na madrugada de quarta-feira (17), no bairro Santa Helena, no município de Faxinal, no norte do Paraná.


A mulher teria dado uma facada no peito do recém-nascido, que foi socorrido por familiares e encaminhado ao hospital, mas a criança chegou a unidade de saúde já sem vida, segundo informações do site Catve.

A Polícia Civil informou que a mãe foi diagnosticada com depressão pós-parto e que ela estava em surto. Antes mesmo da criança nascer a mulher já passava por tratamento com especialistas. Ela confessou que matou o filho, mas não deu outros detalhes sobre o crime.

O bebê, que ainda não havia sido registrado, foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).


Dinâmica do crime 

Em entrevista ao G1, o delegado de polícia Ricardo Augusto de Oliveira Mendes contou que, por volta das 3h da manhã desta quarta-feira, a criança estava chorando muito, e a mãe levou ele para fora de casa para amamentar.

O irmão da mulher, que dormia na sala, ouviu o barulho dela entrando de volta, e percebeu que o bebê tinha diminuído o choro. “Depois disso, ele foi em direção ao berço onde a mulher tinha deixado o bebê, e notou que a criança não se mexia mais. Ao desenrolar a manta viu marcas de sangue”, explicou Mendes.

Ainda conforme o delegado ao G1, a avó foi quem levou o bebê para o Hospital Municipal de Faxinal, e uma enfermeira acionou a polícia porque a criança já estava morta.

A polícia foi até a casa da mulher e encontrou uma faca de cozinha com sangue. Em depoimento, ela confessou que cometeu o crime, e que fez “para se libertar”. “Além da facada, o bebê tinha várias marcas de roxo. A suspeita é de que ela tenha batido nele também”, disse Mendes.

A mãe está presa na 53ª Delegacia Regional de Polícia de Faxinal. Ela pode ser indiciada por homicídio qualificado, cuja pena, se houver condenação, varia de 12 a 30 anos de prisão.


Com informações Clic RDC

Fonte: Notícia Hoje

Professora de município da região que agredia crianças de berçário perde cargo público por decisão judicial

A 1ª Câmara de Direito Público do TJ confirmou sentença que condenou professora por ato de improbidade administrativa, consistente em agressões e maus-tratos impostos a crianças de quatro meses até um ano e meio de idade, matriculadas no berçário de um centro educacional infantil de município do meio-oeste catarinense.

Ela perdeu a função pública que ocupava e teve seus direitos políticos suspensos pelo prazo de três anos. Recebeu também multa civil, arbitrada em 1º grau no valor de 10 vezes sua última remuneração, mas readequada pelo TJ para quatro vezes o montante registrado em sua holerite derradeira no cargo.

A câmara, em apelação que teve o desembargador Luiz Fernando Boller como relator, entendeu também necessário ordenar o encaminhamento de cópia integral dos autos ao representante do Ministério Público no 1º grau para desencadeamento da persecução criminal. Os atos da professora, para o colegiado, foram ofensivos à moral, às regras da boa administração e ao respeito e dignidade das crianças.

A mulher, em seu recurso, sustentou não haver provas das agressões e dos maus-tratos, mas somente “fofocas, falácias e achismos” de colegas de trabalho que não gostavam de sua presença na escola. A câmara, entretanto, seguiu entendimento do juízo de origem ao considerar suficiente o conjunto probatório para a configuração da má conduta da profissional, que aplicava castigos, distribuía tapas e tratava bruscamente os pequenos alunos. A decisão foi unânime. (Ascom Tribunal de Justiça)

Fonte: Rádio Tropical FM

Brasil registra queda de 25% nos assassinatos nos dois primeiros meses do ano

O Brasil teve uma queda de 25% no número de assassinatos nos dois primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. Essa é a primeira parcial divulgada no ano.

De acordo com a ferramenta, houve 6.856 mortes violentas no primeiro bimestre de 2019. O dado só não comporta o Paraná. O governo do estado informa que os números de janeiro e fevereiro ainda estão sendo tabulados para posterior divulgação. Tirando o Paraná, houve 9.094 assassinatos no mesmo período de 2018. Ou seja, uma queda de 25%.

A queda é puxada principalmente pelos estados do Nordeste, que, juntos, registram a redução mais significativa do número de mortes (34%) – somente no Ceará o índice diminuiu 58%.


O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.


O levantamento revela que:
  • houve uma redução de 2.238 vítimas no período
  • quatro estados apresentaram uma redução superior a 30%
  • Ceará teve a maior queda no país: 58%
  • apenas dois estados (Amazonas e Rondônia) tiveram aumento 
  • no número de mortes violentas
ANÁLISE DO FBSP: Um bom enigma
METODOLOGIA: Monitor da Violência

Brasil registra redução no número de mortes violentas
no 1º bimestre —Foto: Rodrigo Sanches/G1

A ferramenta criada pelo G1 permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Estão contabilizadas as vítimas de homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Juntos, estes casos compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

Jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados, via assessoria de imprensa e via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Em março, o governo federal anunciou a criação de um sistema similar. Os dados, no entanto, não estão atualizados como os da ferramenta do G1. O último mês disponível é dezembro de 2018.

Os dados coletados mês a mês pelo G1 não incluem as mortes em decorrência de intervenção policial. Isso porque há uma dificuldade maior em obter esses dados em tempo real e de forma sistemática com os governos estaduais. O balanço ainda será realizado dentro do Monitor da Violência, separadamente, como em 2018.


Tendência de queda

Nem todos os estados possuem os dados de março. Até agora, só 16 têm a estatística. Com a exceção do DF, todos registraram queda em comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram 2.190 mortes violentas, ante 2.969 de 2018, se forem contabilizadas apenas essas unidades da federação – uma queda de 26%.

Levando em conta esses dados, a queda no trimestre continua sendo de 25% no Brasil.

Os números mostram um declínio dos assassinatos. Em 2018, a queda foi a maior em 11 anos se for levada em conta a série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Para Bruno Paes Manso, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, apesar da tendência de queda, "os dados estão longe de apontarem para um quadro de redução ao longo do ano e apenas aumentam a responsabilidade dos novos governos estaduais e federal para a manutenção ou melhoria dos resultados”.

Samira Bueno e Renato Sérgio de Lima, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, dizem que o país está diante de um "bom enigma". "É preciso identificar com precisão o que provocou esta inflexão para que políticas públicas possam ser mais bem efetivas. E isso só será possível com o investimento contínuo em monitoramento e avaliação de programas e ações."


Causas da redução

Bruno Paes Manso diz que é preciso lembrar que 2017 foi um ano atípico, em que o Brasil atingiu o ápice de mortes.

“A crise nos presídios acabou se desdobrando do lado de fora, criando problemas em vários estados. E ela produziu um tipo de intervenção mais concentrada e urgente, no centro nevrálgico desses conflitos. Uma intervenção decorrente de dez anos de discussões de uma rede de instituições criminais e da sociedade civil. Ou seja, não era necessário tirar medidas da cartola. Esse debate vinha sendo feito há muito tempo. E essas medidas acabaram cessando de algum modo a febre, fazendo com que a temperatura voltasse gradualmente a um patamar mais baixo", afirma Bruno Paes Manso.

Samira Bueno acredita que alguns fatores, como a criação do Ministério da Segurança Pública na gestão passada, ajudam a explicar essa queda. "Por mais que dinâmicas do crime organizado ajudem a explicar parte da redução, há outros fatores que precisam ser levados em conta. Pode existir, claro, uma relação com o Susp (Sistema Único de Segurança Pública), já que sua implementação ocorreu num contexto de muita mobilização dos estados, pressionados pelos índices de criminalidade e pelo período eleitoral", diz.

"Também houve a aplicação de mais dinheiro federal, apesar da crise fiscal. Houve o descontingenciamento de R$ 2,8 bilhões do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional) e uma mudança na lei pra que parte do recurso do fundo fosse utilizado em ações na área segurança. Foi criado também na gestão Temer o Ministério da Segurança Pública, que teve um papel muito importante nisso tudo. Ou seja, houve uma tentativa do governo federal de liderar o processo e coordená-lo minimamente", diz Samira Bueno.


'Regime de não conflito' no Ceará

O Ceará teve a maior queda no número de mortes violentas do país: 58%. O estado, que teve 844 assassinatos no primeiro bimestre de 2018, registrou 355 nos primeiros dois meses deste ano. A redução é significativa. Em janeiro, o Ceará teve centenas de ataques coordenados por facções criminosas por conta de medidas anunciadas no governo para tornar a fiscalização nos presídios mais rígidas.


Ônibus incendiado em Fortaleza em janeiro; o estado sofreu uma série de
ataques de facções no início deste ano — Foto: José Leomar/SVM

Para o pesquisador Luiz Fábio Paiva, do Laboratório de Violência da Universidade Federal do Ceará (UFC), o que houve no Ceará foi o estabelecimento de "um regime de não conflito" entre as facções criminosas.

"Os eventos de janeiro, quando Fortaleza ficou sob ataques de grupos armados, demonstram que esses grupos continuam existindo e atuando, e exercendo o domínio territorial nas periferias urbanas. O que nós estamos experimentando agora é a reacomodação das forças", diz Luiz Fábio Paiva, da Universidade Federal do Ceará.

Por isso, Paiva não considera a situação como "uma pacificação, mas sim uma acomodação".

"Quando o Ceará estava sob forte ataque, era observado que havia situações que demonstravam um certo nível de cooperação desses grupos, sobretudo permitindo que determinados membros de uma facção passassem pelo território do outro sem sofrer alguma ação violenta", diz Paiva.

Ainda segundo o especialista, "dizer isso não é desqualificar os serviços de segurança pública, as forças policiais e o sistema de Justiça, mas reconhecer que eles não têm como serem os responsáveis por um processo que é muito maior".

De acordo com o secretário da Segurança Pública do estado, André Costa, a redução do número de homicídios ocorre desde o ano passado devido a um "conjunto de ações" elaboradas em 2017. Entre as estratégias, segundo Costa, estão o combate à "mobilidade do crime", evitando furto e roubo de veículos e recuperando automóveis roubados; investimento em ciência e tecnologia para estudar a atuação de criminosos; e ações da Secretaria da Administração Penitenciária, que dificultam a comunicação de presidiários que comandam facções criminosos e ordenam crimes de dentro das prisões.


"Os resultados vão acontecendo porque, à medida que o tempo passa, [com] as inovações que a gente trouxe, os policiais passam a confiar, acreditar, e leva tempo também para ter todo o aprendizado cultural de trabalhar com novas ferramentas", afirma.


Lidiane foi assassinada dentro de loja em shopping em Maracanaú, na Grande Fortaleza
Foto: Arquivo pessoal

Embora os números deste ano sejam menores que os de 2018, ainda há casos de repercussão no estado. A vendedora Lidiane Gomes da Silva, de 22 anos, por exemplo, foi assassinada pelo ex-companheiro dentro de um shopping em Maracanaú. Antes do assassinato, ela relatou a um amigo, em conversa pelo WhatsApp, que sofria ameaças após a separação. O homem se matou após o crime.

Nordeste em queda

Assim como o Ceará, todos os outros estados do Nordeste registraram uma queda no período analisado. Rio Grande do Norte e Pernambuco também tiveram quedas expressivas, de 42% e de 33%, respectivamente.

Segundo o coronel Francisco Canindé de Araújo Silva, secretário de Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte, uma maior integração entre os órgãos públicos é um dos fatores por trás da queda.

“A redução dos índices de criminalidade (...) deve-se a um melhor planejamento das ações das instituições de segurança pública, uma maior integração – tanto das instituições do estado, como das instituições federais que estão aqui no Rio Grande do Norte, como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e as próprias Forças Armadas –, o apoio do Ministério Público e do Poder Judiciário, a abnegação dos policiais nessas ações, um maior controle do sistema prisional e, também, o apoio inconteste do governo do estado a todas essas ações de nossas instituições.”

Em Pernambuco, segundo o secretário de Defesa Social do Estado, Antônio de Pádua, uma série de investimentos foi feita no estado nos últimos anos, principalmente na área de pessoal. Segundo ele, novas contratações possibilitaram aumentar a presença da polícia no interior e criar cinco novas unidades da Polícia Científica.


“[O investimento em pessoal] também possibilitou uma melhora na qualidade de resolução do inquérito policial. Tivemos um índice de mais de 50% de resolução em 2018. No primeiro bimestre de 2019, estamos chegando a quase 60% dos inquéritos. (...) Isso significa que a polícia está encontrando os autores dos crimes e representando pela prisão”, diz Antônio de Pádua, do governo de Pernambuco.


Investimento em pessoal e equipamentos é uma das causas para queda na violência em Pernambuco, aponta secretário — Foto: Bruno Lafaiete/TV Globo

José Nóbrega, doutor em ciência política pela UFPE e coordenador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade Federal de Campina Grande, destaca que os dados do primeiro bimestre deste ano ainda são provisórios e podem ser ajustados, mas que há uma tendência de queda desde 2018. Determinar o que está por trás dos números e da queda, porém, é difícil por conta da falta de informações.

“Não temos informação de qualidade para atribuir a redução a algum fator, seja ele referente às tomadas de decisão do estado ou a fatores socioeconômicos. Precisamos analisar o nível do impacto do governo na redução de crimes e, por exemplo, o quanto o Produto Interno Bruto influenciou nisso, qual a taxa de desocupação das pessoas. Sem isso, fica tudo muito lacunar”, diz.

Já no Amapá, que também teve uma queda superior a 30% no número de mortes, a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública atribui o fato a políticas de segurança pública implementadas pelo governo, "como a contratação de novos policiais, aquisição de novas viaturas, operações policiais rotineiras, treinamento das forças de segurança e o serviço de inteligência das polícias".


Leve aumento

Apenas dois estados tiveram aumento no número de mortes violentas nos primeiros dois meses deste ano: Rondônia (3,9%) e Amazonas (3,3%). Os aumentos foram leves e não chegaram a dois dígitos em nenhum dos casos, mas, mesmo assim, mostram um movimento contrário ao resto do país.

Apesar de estar entre os estados que apresentaram alta, o governo do Amazonas destaca que, considerando os dados do trimestre e não do bimestre, os números de morte violenta caíram em comparação com o mesmo período do ano passado.

"O número de homicídios registrado em janeiro, período de transição, quando a nova administração estava começando a implantar as novas diretrizes de segurança, influenciaram nesse resultado [de queda no bimestre]. Contudo, a partir de fevereiro, houve redução da criminalidade, tanto em casos de homicídio, latrocínio, como nos casos de roubos", afirma a Secretaria de Segurança Pública do estado. "Vale destacar que, somente em março, o número de homicídios na capital amazonense (58) foi o menor desde 2011."


Entre as medidas adotadas pela gestão, a secretaria destaca a realização de nove operações policiais. Em fevereiro, também foi feita uma operação específica para combater homicídios, chamada de "Pronta Resposta". Na ocasião, foram presos 52 suspeitos de envolvimento em homicídios, latrocínios, roubos e tráfico de drogas.


Motorista Antônio Bento da Silva é uma das vítimas da violência no Amazonas
Foto: Arquivo Pessoal

O motorista de ônibus Antônio Bento da Silva, de 48 anos, é uma das vítimas de mortes violentas no Amazonas. Em março deste ano, ele reagiu a um assalto ao ver que os criminosos estavam sem arma, mas foi jogado para fora do ônibus em movimento. Ele bateu a cabeça no meio fio, foi levado para o pronto-socorro e não resistiu aos ferimentos.

O crime ocorreu às 5h40 na Avenida Sete de Setembro, no Centro de Manaus. Antônio trabalhava na empresa de ônibus havia seis anos e, segundo os amigos, deve ser lembrado pelo bom humor e pelo amor que tinha pelo trabalho e pela família.

“A justiça vai ser feita, Deus vai mostrar quem fez isso para o meu compadre. Ele era um homem bom, só vivia para a família. Era um pai de família que saia para trabalhar honestamente e não escolhia trabalho”, disse a amiga do motorista, Eunice Lopez, de 59 anos.

Em Rondônia, a Secretaria de Segurança também relativiza o dado. E diz que, se for levado em conta o dado de março, houve queda no trimestre.

"Em razão da complexidade de fatos que envolvem esta prática delitiva, entendemos não ser a melhor prática para efeito de análise comparativa restringir a lapso temporal curto, como comparativos mensais, sob pena de não termos a compreensão real do avanço ou diminuição da criminalidade, especialmente nessa modalidade delitiva. Entendemos que o prazo de um ano nos permite uma melhor compreensão dessa dinâmica criminosa. Mas destacamos que para efeito de políticas de segurança pública e enfrentamento dos crimes são analisados dados diários, para que continuemos reduzindo os índices como já ocorre no caso do crime de homicídio nos primeiros três meses do ano, com a redução de 6,3% em comparação ao mesmo período do ano de 2018."


Os dados


Quatro estados registraram uma redução superior a 30% no número de mortes violentas. Veja a relação completa (a ordem está da maior redução para a menor; os dois estados com alta, assim como o Paraná, que não enviou os dados, estão no fim da tabela):

Crimes violentos no Brasil:

Estado1º bimestre de 20181º bimestre de 2019Variação (em %)
Ceará844355-57,9
Rio Grande do Norte365212-41,9
Amapá5334-35,8
Pernambuco868580-33,2
Sergipe198139-29,8
Paraíba225164-27,1
Pará697510-26,8
Alagoas265196-26
Maranhão298221-25,8
Santa Catarina175130-25,7
Acre8161-24,7
Distrito Federal8564-24,7
Rio de Janeiro964734-23,9
Bahia1.050841-19,9
Minas Gerais617501-18,8
Rio Grande do Sul455371-18,5
Piauí10183-17,8
Mato Grosso155138-11
Tocantins6660-9,1
Espírito Santo222203-8,6
São Paulo583549-5,8
Goiás372353-5,1
Roraima4644-4,3
Mato Grosso do Sul8279-3,7
Amazonas1511563,3
Rondônia76793,9
Paraná---
Brasil9.0946.856-24,6

Colaboraram G1 AM, G1 AP, G1 CE, G1 PE, G1 RN e G1 RO

Fonte: G1