sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Prefeito eleito de Joaçaba diz que poderá fechar o Pronto Atendimento Ambulatorial

As reuniões para o governo de transição na cidade de Joaçaba estão acontecendo dentro da maior normalidade. As pessoas nomeadas pela atual e futura administração estão mantendo vários contatos, para fazer um raio x da situação em que se encontra o município.

Alguns assuntos em pauta, estão chamando a atenção do futuro governo, dentre eles, o impasse criado entre a atual administração com o prefeito Nelson Guindani de Herval d´Oeste e a direção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que reclamam da falta de 4 meses de pagamento por parte de Joaçaba.

A secretária da Saúde, Paula Kléber reafirmou que a administração de Joaçaba parou de repassar a quantia mensal de R$ 40 mil para a UPA desde o mês de junho, devido ao término do contrato que não foi renovado.

“Para que houvesse a continuidade desse valor, precisamos do aval dos integrantes do Conselho Municipal da Saúde e posteriormente da Câmara de Vereadores”, resumiu a secretária.

Já a diretora da Unidade de pronto Atendimento, Eugênia Bucco, fez questão de ressaltar que isso não era necessário, porque uma cláusula oitava do contrato assinado entre as partes interessadas, diz que “o presente convênio vigorará a partir do início das atividades, podendo-se prorrogar por períodos de 12 meses, até completar o limite de 60 meses. Parágrafo único: se um dos convenentes não se interessar pela prorrogação, deverá comunicar o fato ao outro, com antecedência mínima de 30 dias ao término do prazo do presente convênio e por escrito”, o que não aconteceu na explicação da diretora Eugênia e do prefeito Guindani.

Diante de toda esta situação e após tomar conhecimento dos fatos, o futuro prefeito de Joaçaba, Dioclésio Ragnini ressaltou que dará sequência a partir do mês de janeiro ao pagamento mensal para a UPA. “Esta Unidade de Pronto Atendimento ajuda em muito Joaçaba, por isso quero reafirmar que daremos todo o apoio necessário. Pelo que tenho conhecimento acredito que houve uma falha da atual administração de Joaçaba, e da diretoria da UPA que não solicitou a renovação do contrato. De qualquer forma quero ressaltar a importância da UPA para a nossa cidade e também para o Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST) cujo número de atendimentos tem diminuído devido a existência e o bom trabalho da UPA”, resumiu o prefeito eleito de Joaçaba.

Por outro lado, Dioclésio Ragnini confirmou que num primeiro momento está pensando em extinguir o Pronto Atendimento Ambulatorial de Saúde (PAAS), que está funcionando desde o dia 11 de novembro de 2014 na Avenida XV de Novembro.

“Realmente a nossa ideia é parar com este atendimento e fazer com que a UPA desenvolva o trabalho que é necessário. Pelas informações que nos foram repassadas, o custo deste Pronto Atendimento depois do horário é de aproximadamente R$ 40 mil. Então esse valor nós poderíamos pagar a UPA, porque o atendimento a população de Joaçaba é melhor e mais amplo, principalmente se o paciente necessitar de exames”, finalizou Ragnini.

O Pronto Atendimento Ambulatorial de Saúde em Joaçaba atende a população atualmente de segunda a sexta-feira das 17h30 até às 23h30.

Por Julnei Bruno


Fonte: Rádio Catarinense 

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