terça-feira, 22 de novembro de 2016

Joaçaba: Vereadores aprovam repasse financeiro para a UPA

No último bloco de sessões, os vereadores da Câmara de Joaçaba aprovaram por unanimidade o projeto de lei nº 3.488/2016 que prevê o repasse financeiro dos meses de novembro e dezembro para a Unidade de Pronto Atendimento – UPA 24h de Herval d’ Oeste, para que a unidade não tenha um prejuízo ainda maior, tendo em vista que está pendente o débito de quatro meses em que a unidade prestou atendimento ao município.

Para esclarecer a situação sobre o encerramento do convênio, antes de aprovarem o projeto, os vereadores estiveram reunidos com integrantes da Secretaria de Saúde de Joaçaba e também com os responsáveis pela UPA. Segundo a Secretaria de Saúde, a UPA deveria ter solicitado um aditivo no mês de junho, data final do convênio. E os responsáveis pela UPA, alegaram que uma cláusula do contrato previa a prorrogação por períodos de 12 meses, até completar 60 meses, e que o pedido de cancelamento se daria com aviso prévio de 30 dias, e isso não aconteceu.

Todos os vereadores lamentaram que a administração municipal não renovou o contrato com a UPA por mais tempo e também  pelo débito que deixaram pendente. “É lamentável o fato que tenha ocorrido e eu acho que esse convênio tem que continuar, já que o atendimento da UPA é de qualidade”. Disse o vereador Vilmar Zilio.

O vereador Éber Bundchen elogiou o serviço prestado pela UPA e sugeriu que a próxima administração continue com o convênio. “O que está funcionando, nós devemos melhorar e continuar, nunca retirar”. Disse Éber.

O vereador Francisco Moreira Lopes falou que é uma irresponsabilidade muito grande de Joaçaba ficar quatro meses sem pagar. “É muito frustrante essa situação, pois nós gostaríamos de estar aprovando o valor integral para que Joaçaba ficasse sem nenhum débito com a UPA e que também continuasse o convênio”. Falou Chico Lopes.

E o vereador Elói Hoffelder disse que foi aprovado o projeto para que a UPA não tenha um prejuízo ainda maior e que as duas partes apresentaram argumentos sobre o assunto, colocando a culpa no outro.  “A administração neste momento, nada pode fazer, além de encaminhar o projeto, e a UPA está buscando recursos para manter as portas abertas. Funcionários do quadro efetivo nos colocaram que não existia essa previsão orçamentária, infelizmente a UPA vai ficar com a pendência e deve buscar os caminhos para reaver os valores”. Sugeriu Elói.

Fonte: Rádio Catarinense 

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