sexta-feira, 14 de outubro de 2016

73% das mortes em SC foram causadas por doenças crônicas não transmissíveis em 2015

Em 2015, 39.242 catarinenses morreram em Santa Catarina, sendo que 73,5% dessas mortes foram causadas pelas doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). Só as doenças cardiovasculares foram responsáveis por 10.666 mortes (27%), sendo as principais doenças o infarto agudo do miocárdio, o acidente vascular cerebral e a insuficiência cardíaca. As neoplasias (câncer) responderam por 8.235 do total de mortes (21%), sendo mais prevalentes entre os homens o câncer de pulmão e o de próstata e entre as mulheres o câncer de mama e o de pulmão.

Esses dados foram apresentados nesta quinta-feira no lançamento do movimento #secuidaSC pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC). O objetivo do programa é divulgar ações de promoção de saúde para prevenir as doenças que mais matam no Estado. Em 2015, 51,4% do total de gastos com internações no SUS em SC foram com essas doenças não transmissíveis, o que representou R$ 338 milhões.

O primeiro evento do projeto será realizado no próximo sábado, dia 15, das 9h às 13h, no Parque de Coqueiros, em Florianópolis. Palestras, aulas de ginástica, consultoria financeira individual, atividades recreativas para crianças e distribuição de mudas de ervas e de temperos naturais estão entre as atrações do evento que é dirigido especialmente às mulheres, em função da campanha de prevenção do câncer de mama Outubro Rosa.

- O foco é trabalhar no empoderamento da população para cuidar da própria saúde . Também haverá uma revisão das linhas de cuidados dessas principais doenças, vamos identificar quais os principais gargalos para detecção precoce - explica o o secretário de Estado da Saúde, João Paulo Kleinübing.

O enfoque na revisão ainda neste ano será principalmente no câncer de mama. O secretário diz que SC tem mamógrafos suficientes e capacidade para atender o que é preconizado pelo Ministério da Saúde, ainda assim no ano passado só foram realizados um terço dos exames necessários.

- Estamos analisando o que está acontecendo, pode ser porque tenham alguns mamógrafos desatualizados ou algo assim. O problema não é a capacidade instalada, é o acesso. Só ter o equipamento não resolve - acrescenta Kleinübing.

A expectativa é implementar melhorias ainda neste ano, que irão exigir um "aporte maior da Secretaria", porém a quantia ainda não foi definida. As palestras de prevenção e estímulo à atividades físicas e alimentação saudável devem ser levadas a todas as regiões catarinenses no próximo ano.

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Os dados epidemiológicos indicam que os principais fatores de risco das doenças e agravos mais recorrentes entre as mulheres são a má alimentação e a falta de atividade física. Entre os homens, o uso abusivo de álcool e o tabagismo estão entre os fatores prevalentes. No dia 26 de novembro, outro evento do movimento #secuidaSC será realizado no Parque de Coqueiros dirigido aos homens, integrando-se às ações da campanha de prevenção ao câncer de próstata (Novembro Azul). A ênfase do evento estará na redução do consumo de álcool e na cessação do tabagismo.

Fonte: Diário Catarinense

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