sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Videira: A voz que encanta

Jornal Folha publicou matéria especial para lembrar o Dia do Rádio e do Radialista



Quando você liga o rádio nem imagina tudo o que acontece nos bastidores. Aquele radialista sempre tão bem humorado, que diverte, informa e toca a sua música favorita, muitas vezes é um profissional anônimo, conhecido apenas pela voz.

Tradicionalmente o dia do radialista é comemorado em setembro, no dia 21. Também em setembro é celebrado o dia do Rádio (dia 25). A primeira data foi criada por Getúlio Vargas, quando o presidente, em 1945, estabeleceu o piso salarial de quem trabalhava com radiodifusão.

á o Dia do Rádio é em homenagem a Edgar Roquette-Pinto, dia do seu nascimento. Roquette Pinto é considerado o "pai da radiodifusão" no Brasil, por ter criado a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, a primeira do país, em 1922.

"Eis uma máquina importante para educar nosso povo", disse Roquette-Pinto, que também era médico legista, professor, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.

Em 2006, o então presidente Lula instituiu o dia do Radialista em 7 de novembro, em homenagem a Ary Barroso, compositor e cantor de muito sucesso na chamada Era de Ouro do Rádio, nas Rádios Tupi e Nacional.

Em nossa região a cultura de manter o rádio praticamente o dia todo ligado é muito forte. Não só para ouvir música, mas também para se manter informado ou simplesmente para ter uma companhia.

Conheça um pouco da carreira de alguns radialistas das rádios Videira AM e Transamérica FM


Gisele Santos (Locutora da rádio Transamérica FM)

A minha paixão por rádio começou desde criança. Eu ganhei um gravador da minha mãe, então eu brincava de locutora, anunciava as musicas e eu tenho esse rádio até hoje. Todas as minhas mesadas eu gastava comprando fitas e discos das novelas e foi assim que eu comecei, uma brincadeira que pra mim virou uma profissão. Outro fator também veio da minha infância foi que o meu avô paterno concertava rádios antigos.

Nós, quando ligamos o microfone temos que passar o nosso melhor. Muitas vezes você está com algum problema, alguma dificuldade, mas quem liga o rádio quer ouvir animação, quer ouvir música e o que me dá motivação é poder passar animação para quem está ouvindo. Hoje com toda a tecnologia disponível, seja através do whatsapp ou facebook nós criamos um vinculo muito forte com os ouvintes também, ainda maior do que quando era somente o telefone o canal de comunicação que tínhamos.

"Parece uma mágica que acontece quando você liga o microfone"


Junior Guedes (Locutor da rádio Transamérica FM)

Meu pai trabalhou no rádio durante 20 anos, então eu sempre tive esse gosto pelo rário e a paixão pela comunicação . Eu comecei de sonoplasta na rádio Videira AM em 1999. Em 2000 surgiu uma vaga para fazer loução na madrugada e eu trabalhei durante 10 anos na rádio, que na época era Verde Vale e inclusive e eu acompanhei a transição para Transamérica. Eu fiquei por sete anos fora, voltei esse ano porque é uma coisa que me faz bem.

Quando eu ligo o microfone meu foco é transformar o dia das outras pessoas. Eu sempre penso que seu eu estou com problema, pode ter alguém com um problema muito maior que o meu do outro lado do rádio. Uma das coisas que mais me marcou no rádio foi a primeira vez que eu falei no rádio, quando eu liguei o microfone. Naquele momento eu percebi que eu estava fazendo os mesmo passo que o meu pai fez e que isso representa muito pra mim, porque eu continuei o legado que ele deixou na comunicação em Videira.

"Se eu tirar um sorrido de alguém que está ouvindo o rádio, com certeza eu ganhei o dia"


Fabiano Trindade (Repórter da rádio Videira AM)

Eu sempre ouvia rádio, desde pequeno a minha família ouvia as emissoras da cidade de Concórdia e foi na adolescência que eu passei a gostar mais de rádio. Eu queria interagir com os locutores, eu ligava e conversava e aquilo foi me chamando atenção. Em outra oportunidade eu fui conhecer as emissoras e achei muito bacana a forma de trabalhar. Foi quando eu decidi cursar jornalismo, que seria uma porta de entrada para o rádio.

O rádio ainda é um veículo de comunicação muito forte em nossa região, as pessoas ligam o rádio quando querem saber alguma notícia em tempo real. Por exemplo, aconteceu um acidente, primeiro você vai entrar no ar com a informação, muitas vezes direto do local, depois você vai redigir a matéria para colocar no site ou facebook. E diferente dos locutores de programas, o locutor que faz jornalismo tem que ter uma postura mais objetiva, e com certeza é uma forma diferente de comunicar.

"O rádio ainda é um veículo de comunicação muito forte em nossa região, as pessoas ligam o rádio quando querem saber alguma notícia em tempo real"


Wilson Antônio (Narrador esportivo da rádio Videira AM)

Eu comecei a me aproximar do rádio participando de um programa feito por grupo de jovens da igreja na cidade onde eu morava, Pato Branco no Paraná. Na época eu fazia apenas participação. Foi assim que eu acabei gostando do rádio. Eu trabalhava em uma empresa de transportes e turismo e essa empresa tinha um programa todos os domingos ao meio dia. Um dia eu propus par a diretora da empresa para eu apresentar esse programa. No começo ela me deixou acompanhar o locutor, e um tempo depois ele acabou deixando de fazer o programa. Foi quando eu comecei a trabalhar com locução.

Quando eu comecei a trabalhar em rádio eu procurei me especializar em tudo, desde apresentar programas musicais, jornalismo, reportagem ,redação e tudo isso eu aprendi. Na reportagem eu comecei como repórter esportivo de campo, pista como nós falamos. Após isso eu passei a narrador esportivo . Hoje a minha paixão é narrar. A minha motivação é Deus e o amor pelo que faço.


"Hoje a minha paixão é narrar. A minha motivação é Deus e o amor pelo que faço"








  • Fonte/Autor: Jornal Folha

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