quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Produção de mel em Santa Catarina tem queda de 40% em 2015, diz IBGE

A produção catarinense de mel sofreu um grande baque em 2015. Dados divulgados nesta quinta-feira pela Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que houve uma retração de 40% no volume produzido no Estado no ano passado. Com isso, SC passou da terceira colocação no ranking nacional para a sétima.

A primeira colocação agora é do Paraná, que conseguiu um crescimento de 10,5%, ultrapassando o Rio Grande do Sul, que registrou uma queda de 17,2%. No total da região Sul, maior produtora do país (37% do total nacional), a queda de 2015 para 2014 foi de 14,2%.

Para o presidente da Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de SC, Nésio Fernandes de Medeiros, as chuvas que caíram em SC de setembro a novembro do ano passado atrapalharam a abertura das flores e dificultaram os trabalhos das abelhas. A produção, que normalmente alcança três mil toneladas de mel por ano, não passou de três mil em 2015.

- A queda foi geral. Mesmo assim, a gente ainda continua bem e esperamos uma nova safra melhor esse ano - explicou Nésio.

De acordo com os especialistas do IBGE, além das chuvas, os relatos de uso excessivo de agrotóxicos, que ocasionaram a morte de abelhas também auxiliaram para a queda da produção no Estado.

Conforme salientou o presidente da Federação, há certa expectativa para a próxima safra no Estado. Com o auxilio da tecnologia de cursos promovidos pea Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a intenção dos produtores é de que a safra renda uma receita de R$ 11 o quilo.

- Santa Catarina está tecnologicamente preparada para atender a demanda. Temos mais de 100 cursos para essa área e só precisamos que o tempo fique bom e não chova - afirmou.

A segunda região mais produtiva do Brasil é o Nordeste, que registrou um aumento de 16,6% em 2015. A terceira colocação é do Sudeste, que cresceu menos (1,5%). No total nacional, no entanto, o Sul puxou a retração média de 1,7%.

Fonte: Diário Catarinense

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