quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Acusado de atropelar adolescente em Joaçaba diz que queria “dar um susto” na vítima,diz advogado

O jovem acusado de ter atropelado de forma proposital um desafeto no final de uma festa no CPJ no final do mês de agosto queria apenas dar um susto na vítima. A afirmação é do advogado Leonardo Buchmann, que foi contratado para trabalhar junto com a Banca do Advogado Bruno Martinazzo.

 O advogado criminalista concedeu entrevista a Rádio Catarinense nesta terça-feira (13) falando sobre os encaminhamentos processuais. Segundo ele um dos primeiros passos foi ingressar com um pedido de Habeas-Corpus no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ/SC) para que o acusado pela polícia possa responder o processo em liberdade. “Ele é réu-primário, tem bons antecedentes, residência e emprego fixo e a ideia é fazer com que ele responda em liberdade” comentou o advogado.

O advogado Leonardo Buchmann disse que seu cliente se colocou a inteira disposição das autoridades policiais para esclarecer os fatos. Num primeiro contato, entre advogado e cliente, ele contou que ao sair da festa, já na BR-282, encontrou os jovens caminhando pelo acostamento na contramão. “Ele viu que era os desafetos e guinou o carro no sentido dos jovens com intenção apenas de dar um susto” citou o advogado. Na versão do acusado, o carro teria caído no acostamento, prendido a direção vindo colidir contra a vítima Andrei Ramos, que foi a óbito.

A defesa deverá produzir provas testemunhais para conseguir provar sua versão. Logo após o ocorrido, por volta das 05h, o advogado conta que Luan teria ligado para alguns amigos contando o que aconteceu. Estas pessoas deverão ser arroladas como testemunhas pela defesa.

Sobre a acusação de que ele estaria embriagado, o advogado nega. “Ele foi preso por volta das 08h30, cerca de 4 horas após o acidente, autoridade policial não fez exame de sangue e nem bafômetro,  se o delegado tivesse notado sinal de embriaguez teria solicitado, acredito 100% que ele não bebeu” finalizou o advogado.

A polícia deverá fazer uma reconstituição do caso em data a ser marcada.

Por Marcelo Santos

Fonte: Rádio Catarinense 

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