terça-feira, 6 de setembro de 2016

Acadêmicos de Engenharia Civil analisam as condições de acessibilidade na Unoesc Joaçaba

Dinâmica busca entender as demandas de locomoção dos portadores de necessidades
Os estudantes da 9ª fase do curso de Engenharia Civil realizaram, na semana passada, um diagnóstico das condições de acessibilidade nocampus 2 da Unoesc Joaçaba. Essa atividade, além de identificar as demandas de adaptação para os portadores de necessidades, permitiu a indicação de possíveis soluções, bem como a conscientização dos acadêmicos quanto à inclusão dessas pessoas na sociedade.

A professora Gislaine Luvizão explicou que essa dinâmica faz parte do componente curricular “Transporte e Trânsito”, que visa estudar a mobilidade urbana. Dentro desse assunto, um dos aspectos abordados é a acessibilidade, que permite aos acadêmicos entender e proporcionar aos portadores de necessidades o acesso a todos os locais de forma fácil e segura.

— O acadêmico, vivenciando essa atividade, consegue identificar de forma clara as dificuldades que os portadores de deficiência ou mobilidade reduzida encontram para se locomover dentro de um espaço público — destacou.


Simulação feita com cadeirante.
A dinâmica ocorreu com três voluntários: um cadeirante, um deficiente visual e uma pessoa com mobilidade reduzida, utilizando muletas. O restante do grupo auxiliou no deslocamento desses voluntários e ajudou a identificar os problemas e as soluções para melhor atender essas pessoas.

O diagnóstico começou pelo estacionamento, onde os estudantes identificaram o tamanho das vagas destinadas às pessoas com deficiência, além dos acessos para as edificações. Os acadêmicos também percorreram as calçadas para identificação dos problemas existentes.


Identificação dos ambientes é fundamental
O cadeirante encontrou dificuldades com a inclinação das rampas, desníveis, escadas e dimensões de sanitários e balcões de atendimento fora dos padrões de acessibilidade. Já o deficiente visual não conseguiu se deslocar pelo campus sem a ajuda de outra pessoa, pois não há continuidade na sinalização tátil no piso, nas escadas e na identificação dos ambientes. E o voluntário com mobilidade reduzida, teve problemas para se locomover em locais com rampas muito inclinadas e pisos escorregadios.

— Após essa análise, os acadêmicos deverão elaborar um relatório para ser apresentado em sala de aula e, posteriormente, poderemos encaminhar esse estudo para a Diretoria Administrativa — finalizou.

Fonte: Jessica Dayane Novello

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